O hip hop é um movimento cultural que surgiu no início da década de 1970, em Nova Iorque, no Bronx. Existia muita criminalidade em bairros periféricos da cidade, onde viviam latino-americanos, afro-americanos e caribenho. Para confrontar a situação, utilizavam de poesias, pinturas, danças e canções como representações da realidade vivenciada.
Na década de 80, no Brasil, jovens começaram a se reunir e formar grupos de Breaking Dance. Eles se encontravam na Rua 24 de maio e, posteriormente, na estação de metrô São Bento, em São Paulo. A partir deste momento, o lugar marcou o início e virou referência do Hip Hop em solo brasileiro. Com a rápida propagação no país, não tardou para o movimento chegar ao Paraná.
O movimento deu seus primeiros passos na década de 1980. Alguns jovens curitibanos começaram a se encontrar na calçada em frente ao Shopping Itália, no centro da cidade. Foto: Pablo Ryan
A esquina da Rua João Negrão com a Rua Marechal Deodoro tornou-se um ponto de encontro para quem buscava manifestar sua expressão cultural e artística por meio do breaking. Na imagem, o professor de dança Samuel Silva.Foto: Pablo Ryan
Esses encontros inspiraram outras organizações em diferentes cidades e regiões do estado. Dançarinos, DJs e grafiteiros começaram a surgir por todo o Paraná.Foto: Pablo Ryan
O movimento gradualmente se popularizou nas periferias e nos subúrbios da cidade. Com o tempo, alcançou um público diverso, de pluralidade étnica, social e de gênero.Foto: Pablo Ryan
Em Curitiba, foi criada a Dope Girls Crew, grupo focado em dar mais espaço para as mulheres no cenário. Na imagem, a apresentação de uma B-girl. Os termos “B-boy” e “B-girl” significam, respectivamente, break-boy e break-girl, ou seja, dançarinos de breaking.Foto: Pablo Ryan
O ritmo das canções, as pinturas de grafite e as performances de breaking tinham como objetivo expor a realidade dos participantes. Era necessário dar voz a quem não tem voz, lutar contra a discriminação racial e incentivar o pensamento crítico da sociedade.Foto: Pablo Ryan
As batalhas de breaking também serviram para pacificar conflitos de gangues, que aconteciam nas ruas da cidade. Na imagem, dois B-boys se cumprimentando após uma batalha.Foto: Pablo Ryan
Por essas razões, durante muito tempo, B-boys e B-girls eram taxados como “maloqueiros” e “vagabundos”. A marginalização estava em seu ápice, o que levou a comunidade a se organizar para combater o preconceito.Foto: Pablo Ryan
Vários grupos foram essenciais para reconhecer o Hip Hop como expressão artística. A Foot Work Crew e a Flying Boys Crew, ambas criadas em 1997, são organizações que conseguiram profissionalizar a cena e adquirir o respeito do restante da população.Foto: Pablo Ryan
Algumas crews (grupos de Hip Hop) foram se formando nas chamadas cyphers (rodas de breaking). Posteriormente, o cenário começou a se desenvolver e se organizar em eventos. Na imagem, “A Rua Grita”, batalha de breaking realizado em Pinhais.Foto: Pablo Ryan
Por ser um espaço aberto para inclusão e desenvolvimento social, o Hip Hop se tornou um dos maiores exemplos culturais de Curitiba. Finalmente reconhecidos como artistas, o movimento cresce dia após dia na capital paranaense.Foto: Pablo Ryan
Oi! Meu nome é Pablo Ryan, sou fotógrafo e gosto muito de criar narrativas documentais por meio das imagens. Dentro do Olhar de Sabiá, faço parte do setor de audiovisual.