Uma história que não é lembrada está fadada ao esquecimento. Diante disso, Rogério Bealpino faz uma enorme contribuição para a lembrança de Curitiba por meio de suas aulas-passeio.
Professor, historiador e educador patrimonial há mais de 20 anos, o homem de barba e chapéu caminha pelas ruas da capital com sua turma de entusiastas, curiosos e, principalmente, alunos. Não que sejam estudantes formais, mas alunos que buscam conhecer e aprender sobre a história de Curitiba, de uma forma envolvente, didática e bastante profunda.
Para isso, Rogério sempre está acompanhado por sua principal aliada: uma mochila preta azulada, que carrega consigo muito do que a cidade já foi. Em alguns pontos especiais, Bealpino fornece uma passagem para o passado, retirando da mochila fotografias antigas em preto e branco.
Esses impressos plastificados representam as históricas transformações de Curitiba por mais de séculos. Mas também demonstram a continuidade do passado em meio ao presente, que é observado, por exemplo, nas estruturas do Paço da Liberdade, da Catedral ou do boêmio Largo da Ordem.
É interessante atentar os olhares do grupo ao ouvir Rogério falar. A entonação da voz, grave e bastante clara, aliado a uma didática incomparável, despertam reações, curiosidade e admiração. As pessoas perguntam, gesticulam e participam da aula com uma especial atenção, pois estão diante de um dos maiores especialistas de Curitiba.
Rogério dedica a vida a ensinar e divulgar a história curitibana, não é espanto ter mais de 300 aulas-passeio nos últimos 3 anos. Esforço recompensado pelo convite de membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, que desde 1900 mantém viva as memórias do Paraná. Bealpino também é [MATÉRIA INACABADA, IREI CONTINUAR DEPOIS]




